segunda-feira, 31 de março de 2014

Dica de Leitura

Um dica de leitura para quem está procurando algo bacana pra ler.

Passei os últimos dias lendo a autobiografia do Marcelo Yuka : Não se preocupe comigo.

Eu sempre admirei o Yuka. O poeta e o ativista. Mas confesso que o livro vai além!

O livro chegou em minhas mãos por acaso quando um amigo me emprestou.

Dei uma olhada, comecei a ler um pouco, apenas para ver como era e tal.

Não consegui parar! 

Interrompi uma outra leitura e em dois dias devorei o livro, e terminei com uma sensação de quem não queria se despedir da vida dele!

Vou devolvê-lo, mas confesso que na primeira oportunidade vou comprar um exemplar pra mim.

A Caixa Preta foi literalmente aberta e vale muito a pena passar uns dias na companhia dele.

Além de perceber que ainda existem pessoas tão sensíveis e profundas, que fazem a vida valer a pena!

Dá vontade de ser amigo, sentar pra tomar uma cerveja e perguntar o que ele pensa a respeito de um milhão de coisas!

Enfim, gostei tanto que quis compartilhar aqui essa dica.

Muita sensibilidade, profundidade e amor! 

Leiam!

"São lembranças de ruas, de quintais floridos, dos velhos conversando na esquina, das brincadeiras, da polícia de geração em geração. As mudanças no poder em uma cidade onde tudo iria aumentar, inclusive a violência, trouxeram consigo pelo menos uma coisa boa: o clamor por justiça social em quase todos os segmentos da sociedade. Yuka sempre quis mudar o Brasil.” - Paulo Lins - autor de Cidade de Deus no prefácio à edição.


Não se Preocupe Comigo
Bruno Levinson, Marcelo Yuka
Editora GMT




segunda-feira, 24 de março de 2014

Onde queria estar...

Onde queria estar: em casa, terminando de preparar um delicioso brigadeiro de panela.

Eu teria me divertido imensamente durante o final de semana. 

Então no domingo a noite, justamente naquela hora em que eu pensaria na manhã de segunda-feira, eu receberia um torpedo no celular (ou um whatsapp para os mais modernos) com os dizeres:

"Pessoal, amanhã irão fazer um simulado de incêndio na empresa. 
Porém dessa vez, o local precisará estar vazio. 
Portanto, pedimos a todos que fiquem em casa e NÃO compareçam ao trabalho amanhã.
Mas fiquem tranquilos, esse dia não será descontado do salário de vocês!

Qualquer dúvida me avisem. Nos vemos na terça-feira!

Assinado: seu chefe"

Então eu estaria relaxada.
Sairia da cozinha em direção à sala, andando calmamente.
Pegaria o cobertor.
Colocaria uma meia pro pé ficar quentinho.
Deitaria no sofá pra assistir a sessão da tarde. 
Me cobriria com o cobertor.
Colocaria a panela quente em cima dele.
E então, vitoriosamente, daria a primeira colherada no brigadeiro quentinho.

Começaria então a prestar atenção na TV e perceberia que o volume estava baixo.
Procuraria o controle remoto embaixo do cobertor. Nada. 
Em cima do cobertor. Nada.
Na mesinha do lado do sofá. Nada.
Avistaria então a mesa de centro. Lá estaria o controle remoto.
Tentaria alcançar o controle esticando o braço, sem levantar.
Não alcançaria.

Então eu iria reclamar pra mim mesma: 

"Ai meu.. que preguiça de levantar pra pegar o controle!! Porque deixei lá? Nessas horas meu cachorro poderia me entender, assim eu pediria pra ele buscar pra mim!"

Fazendo um esforço e dando um impulso, eu me levantaria rapidamente, porém com preguiça.
Daria uma derrapada, não alcançaria o controle e cairia de leve no sofá.

"Que saco... vou ter que levantar direito!"

Levantaria e finalmente, pegaria o controle.
Aumentaria o volume e voltaria pro aconchego do sofá.

E assim eu seguiria minha tarde assistindo Casos de Família e saboreando meu brigadeiro.

Onde estou: trabalhando... 

O que você faria com um antidepressivo em forma de spray?

Ví uma nota da Revista Superinteressante que dizia:

"EUA criam antidepressivo para soldados"

"O remédio, que está sendo desenvolvido pelo Exército do país, é um spray com hormônio liberador de tireotropina (THR), que tem efeito antidepressivo. Ao contrário dos antidepressivos tradicionais, que levam semanas para começar a fazer efeito, o spray gera alívio imediato. A ideia é evitar que soldados muito deprimidos cometam suicídio. "

Não sei se isso é verdade e se realmente vai acontecer, porém fiquei imaginando como seria o uso desse antidepressivo em forma de spray.
Imaginei várias situações em que o antidepressivo poderia ser utilizado e achei que a ideia realmente é revolucionária.

Me imaginei entrando na empresa, em uma segunda-feira de manhã, aquela preguiça, aquele mal humor, aquela falta de vontade de conversar.

Então, andando pelo corredor eu pensaria: 

"Preciso de motivação!"

Eu olharia para os lados pra verificar se não haveria alguém por perto ou me observando. Tiraria então o spray da bolsa, daria uma boa borrifada no rosto.

Em instantes a minha fisionomia já estaria melhor, e eu entraria como se estivesse anestesiada, feliz e contente para uma nova semana de trabalho.

E caso alguém estivesse desmotivado no trabalho ou viesse me apresentar algum problema, eu apontaria o spray para o rosto da pessoa e daria essa injeção de ânimo no colega.

Talvez esse spray pudesse ser utilizado como inseticida humano contra chatice.

Já imaginou, aquela situação complicada, chata e que você não sabe como lidar?

Você poderia usar o antidepressivo para resolver!

Por exemplo: terminou com a namorada, ela começou a chorar, querer saber o motivo, querer discutir a relação? 
Taca um pouco de antidepressivo no rostinho dela, e ela sairia feliz após o término! 
Problema resolvido.

Chegou na loja, pra trocar aquele produto que só te deu dor de cabeça?
Antes de falar com o vendedor, joga um pouco de spray nele! 
Com certeza ele abriria o coração e trocaria o seu produto imediatamente.
Problema resolvido.

É o vendedor e está vendo o cliente emputecido entrando na loja? 
Corre lá no climatizador, joga um pouco de antidepressivo e quando ele se aproximasse, o ar já estaria contaminado com felicidade!

Seu chefe te chamou para uma conversa na salinha de reuniões?
Vai com o spray no bolso.

Chegou atrasado naquele evento importante?
Ao se aproximar das pessoas que te esperavam, vá espirrando antidepressivo em todo mundo.

Olha como as coisas seriam facilitadas! 

Eu poderia passar a tarde toda imaginando situações em que um bom spray antidepressivo entraria em ação e resolveria o problema, mas acho melhor aguardar para não subestimar o produto.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Onde queria estar...

Onde eu queria estar: sentada na praia. 

Eu teria acordado cedo, feito uma longa caminhada e depois teria dado um mergulho no mar.
Sentaria na cadeira de praia. 
Pegaria o livro que estaria na bolsa e iniciaria uma bela leitura. 
Meia página depois eu já teria sido vencida pelo sono.
Acordaria do breve cochilo com calor. Também estaria com a sensação de que eu teria roncado alto, pois eu teria acordado com a boca um pouco aberta.
Já o livro estaria caído no chão.
Olharia ao redor, e prestaria bastante atenção nas pessoas, mas ninguém demonstraria ter percebido algo ou estar muito preocupado comigo.
Com um pouco de fome eu pegaria um pacote de amendoim japonês.
Para acompanhar, eu pegaria uma cerveja.
Então colocaria um punhado de amendoim na boca e tomaria um golão de cerveja.

Neste exato momento eu avistaria um rapazinho vestido de Pikachu, que estaria passando por perto, vendendo algodão doce.

Ele iria me mandar um 'jóia" e eu retribuiria o sinal.

Então eu pensaria:

"Minha nossa.. como ele aguenta ficar com essa roupa nesse calor infernal?"

Ele faria outro sinal apontado para o algodão doce, me questionando se eu iria querer.

Eu faria um sinal negativo. Não iria querer, mas obrigada.

Ele seguiria o seu caminho e eu pensaria:

"Quem compra algodão doce na praia nesse calor?" 

Então uma amiga chegaria como se estivesse com pressa :

"Meeeu... o cara do algodão doce já passou???? Desde a semana passada estou esperando por ele!! Muuuita vontade de comer algodão doce! Não acredito!!!! Será que se eu correr, eu alcanço?"

E eu ficaria observando minha amiga correndo atrás do Pikachu.

Onde eu estou: trabalhando... 

Tédio

O relógio despertando às 6:00 da manhã na segunda-feira.
Estar atrasada e ver que não tem mais gasolina no carro.
Olhar o banco de trás do carro cheio de coisas que você precisa guardar.
Trânsito.
Olhar a bolsa desarrumada.
O colega de trabalho falando que foi a uma ópera no final de semana.
Comercial no youtube da Fernanda Lima com o marido e a mãe.
Olhar a gaveta e ver que só tem bolacha água e sal.
Revirar mais um pouco a gaveta e achar uma barrinha de cereais, daquele sabor que você enjoou.
Olhar a capa inteira do jornal e nenhuma notícia te fazer ter vontade de abri-lo pra ler.
Achar aquele documento do banco ou de algum órgão público que você precisa decifrar antes que algo de errado aconteça ou o prazo expire.
Escutar uma pessoa muito motivada.
Encontrar aquele livro que você lê duas frases e já não tem mais força pra continuar lendo.
Comercial do site Bom Negócio com o Supla papito.
Procurar uma notícia realmente interessante e se deparar com algo falando sobre a plástica no nariz da Anitta.
Ou qualquer coisa relacionada a Bruna Marquezini.
Café fraco.
Café frio.
Piada machista.
Fila.
Almoço sem graça.
Ir comprar um sorvete e só ter o de limão.
Lembrar que já é tempo de declarar o imposto de renda.
Pensar em todos os documentos que você precisa separar para declarar o imposto de renda.
Lembrar do armário que você precisa arrumar.
E dos emails que você precisa responder.
Perceber que está na hora da reunião.
Verificar que o próximo feriado ainda está longe.
Tentar terminar essa lista mas uma coisa te impedir.
Não chega a ser pessimismo, é mais do que preguiça e não é cansaço. 
É tédio.


                                                          Mafalda

quinta-feira, 13 de março de 2014

Sobre livros, Big Brother e Keith Richards

Alguém no Twitter postou:

Agir lançará livro com as melhores frases de Pedro Bial no BBB

Achei que era mentira, então procurei na internet. Encontrei isso:

Depois de quatorze edições do Big Brother Brasil, Pedro Bial resolveu faturar com a marca. Lançará pela Agir Mensagem aos Brothers, livro em que compila o que considera suas melhores falas como apresentador desde 2002.
A aposta é alta: 100 000 exemplares na primeira edição.”
Então agora, Pedro Bial é nosso novo filósofo contemporâneo. Achei engraçado.
E já imaginei as livrarias recheadas com esse livro logo na entrada: “Mensagem aos Brothers”.
Também espalhados pelas prateleiras! Entre as listas dos “Top 10”! Milhares de edições! Promoções de Natal, de Carnaval, de Páscoa!
“Não dê chocolates na Páscoa, dê sabedoria! Compre o livro do Bial”
Dias das mães?
“Presenteie sua mamãe com as melhores falas do Pedro Bial no Big Brother.”
Não sei por que, mas me lembrei de um amigo contando que anos atrás, ganhou o livro do Jô Soares de presente de Natal. Por não gostar muito do Jô, resolveu trocar. Chegando a loja a moça disse:
“Nossa, todo mundo trocando esse livro do Jô Soares. Ele entrou na lista dos mais vendidos no Natal, sabia?“
“Não sabia não...”
“Pois é, agora ele está entre a lista dos mais trocados.”
Mas voltando ao Bial...
Enquanto fazia a busca no Google para saber mais sobre esse novo projeto, me deparei com um outro link:
Keith Richards escreve livro para crianças
"Keith Richards, um membros da banda Rolling Stones, vai publicar um livro infantil sobre seus primeiros passos no mundo da música através da influência de seu avô. 
Gus & Eu : A História do Meu Avô e da Minha Primeira Guitarra é baseado na infância da estrela do rock e sua relação com o avô, Augusto Theodore Dupree, jazzista responsável para introduzir a música ao jovem Richards."
Poxa... eu achei muito mais legal!

quarta-feira, 12 de março de 2014

Dica Cultural - Para quem gosta de ler!

Passando dia desses pela Praça do Carmo, em Santo André, me deparei com um projeto bem legal na Casa da Palavra (foto abaixo), que promove a doação de livros todos os sábados na cidade.

Trata-se do Projeto Vai com Livro, da Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo de Santo André. 


                         
O projeto é fundamentado no conceito BookCrossing, que é a prática de deixar um livro em algum lugar público, para que outras pessoas encontrem, leiam e o devolvam.
Então outra pessoa pega, lê e devolve. E assim, o ciclo vai se repetindo.

Nesse projeto, qualquer  munícipe pode retirar até 3 obras, desde que os livros não fiquem depois guardados na estante. 
Você lê e depois repassa para outra pessoa, incentivando assim o hábito da leitura.
 (Sim! você pega o livro de graça, mas depois tem que desapegar e passar pra frente!)



Aos sábados, uma banca fica em frente ou dentro da Casa da Palavra (Calçadão da Oliveira Lima / Praça do Carmo), das 8h00 às 17h00.

É só chegar, revirar as bancas com os livros e escolher o que mais te interessar!

Procurando bem, encontrei: Guimarães Rosa, Machado de Assis e Euclides da Cunha.
Mas tem para todos os gostos! Inclusive revistas, livros didáticos, etc.

Se você, assim como eu, gosta muito de ler ou se você tem um monte de livros em casa, não tem mais espaço e quer se desfazer deles, esse projeto pode te ajudar!

Você pode tanto pegar um livro, quanto doar . 

Enfim, essa é a dica!
Divulguem e ajudem os coleguinhas!





Projeto Vai com Livro, da Secretaria de Cultura e Turismo de Santo André.
Onde: Casa da Palavra
Local: Praça do Carmo, 171, Centro – Santo André, SP.
Para mais informações sobre o Vai Com Livro: 4433-0771 ou 4433-0767

Onde queria estar...

Onde eu queria estar: chegando na feira perto de casa.
Eu teria acordado tarde e iria emendar o café da manhã com o almoço. 
Caminhando pelo bairro, eu falaria um "oi" para algumas amigas da minha avó que eu encontraria pelo caminho. 
Já na feira, o rapaz que conserta panelas perguntaria pela minha mãe e pediria pra eu mandar um recado sobre uma peça que chegou.
Mais adiante eu iria avistar um primo distante, que gosta muito de conversar, mas como estaria com fome, eu desviaria dele. 
Chegaria então na barraquinha de pastel.
Estrategicamente, eu iria sentar exatamente na cadeirinha entre a banca do pastel e a banca do caldo de cana.
Pediria o pastel. 
Enquanto a mocinha estivesse fritando, eu pediria o caldo de cana na outra barraquinha.
Voltaria e ficaria sentada escutando o barulho da máquina moendo a cana e prestando atenção no óleo quente borbulando e fazendo o pastel mudar de cor.
Já analisaria todos os ingredientes do balcão, para complementar meu pastel.
Os dois chegariam quase ao mesmo tempo.
Pegaria então o pastel e colocaria muito vinagrete, pra ele ficar ainda maior.
Faminta, eu daria a primeira mordida.
Metade do vinagrete despencaria.
Na sequência, daria um golão no caldo de cana.
Com o copinho pela metade, eu teria uma ideia.
Deixaria de propósito, o copo no balcão e o rapaz do caldo de cana cairia no golpe.

Ele: "Vai um chorinho aí moça?"

Eu iria dar um sorriso, ganhar um chorinho e continuar comendo e bebendo essas maravilhas, observando o movimento das pessoas passando por ali, tomando um vento na cabeça e pensando que logo que chegasse em casa tiraria um cochilo.

Onde estou: trabalhando...

segunda-feira, 10 de março de 2014

Onde queria estar...

Onde queria estar: chegando agora em uma padaria.. eu sentaria no balcão pra tomar um café.
Enquanto esperava o rapazinho do balcão, eu perceberia o calor.
Clima quente.
Então trocaria o café por um suco! 
O rapazinho se aproximaria.

Ele: Pois não?
Eu: Por favor um suco de laranja sem açúcar, só com gelo!
Ele: Com gelo e açúcar senhora?
Eu: Não! Sem açúcar e com gelo!
Ele: Natural?
Eu: Sim! Por favor!
Ele: Sai um suco de laranja natural. "chuévers" gelo.. "bruéguers" açúcar!!

Então eu começaria a olhar algum jornal ou revista que eu teria tirado de dentro da bolsa.
Ao meu lado sentaria um senhor, que começaria a puxar papo. Sorridente.
Ele me contaria que quando trabalhava, ajudou a construir a Prefeitura, aquele prédio ali do lado também, depois arrumou emprego no cartório ali do bairro. Deu duro a vida toda! Naquela época não faltava trabalho, mas tinha que pegar no pesado pra sobreviver. Alguns conhecidos viviam pulando de galho em galho, mas ele não! Nunca teve preguiça de trabalhar! Mas que hoje estava aposentado.
Ele sempre ia naquele horário, naquela padaria. Era um costume. E sempre dava a sorte de encontrar algum amigo pra conversar.
Disse que todo mundo por ali o conhecia, e que mesmo quando ele queria passar desapercebido, sempre alguém o parava para um papo.
Interrompendo nossa conversa chegaria o suco de laranja, com uma faixa branca na parte debaixo do copo e um canudo!
Eu pensaria:

"Ainda bem que pedi sem açúcar. Vou ter que ficar sem mexer nesse canudo, pra esse monte de açúcar não subir e a acabar como meu suco!"

E o senhor insistiria na conversa.
Ele: E você? Trabalha? O que faz por aqui?
Eu: Trabalho sim... mas hoje é o meu primeiro dia de férias! Acordei tarde e resolvi vir tomar um café na padaria.
Ele: Que maravilha!

Onde estou: trabalhando...

Pura psicodelia...

Dia desses, aguardando para sair para o Carnaval, acabei ligando a TV e por falta de opções (somente 3 canais funcionavam) acabei parando na novela.
Comecei a prestar atenção para ver se algo me interessava.
Na cena estavam a "namorada do Neymar" e mais alguns atores contracenando.
Eles estavam em uma festa em uma casa ou apartamento.
Nesse momento, uma das atrizes chegava com uma taça de champagne, meio abraçada com o pai.
Aí ela dava uns tapinhas nas costas do pai, falava que ele bebia muito, que gostava de encher a cara, que dava um trabalho.
Mas ela também estava meio alcoolizada. (parecia)
Então minha alma foi embora por um tempo.
Quando voltei a prestar atenção, os atores brindavam com as taças, falando sobre a mulher.
A mulher no geral. Conquistas feministas.
Que agora as mulheres tinham mais espaço, que trabalhavam fora, que tinham o seu valor. 
Cada um falava alguma coisa sobre esse assunto e felizes, eles brindavam.
A atriz lá, continuava com aparência de chapada.
Mais um momento de ausência e quando retomei a novela, agora a mesma atriz, que tinha o pai bêbado, que comemorou as conquistas das mulheres, agora aparecia com uma cobra de verdade, que ela tirava de dentro de uma bolsa e enrolava no pescoço.
Aí mostrava a cobra pra "namorada do Neymar" que se assustava. E ela desafiava a mocinha a passar a mão na cobra. 
Imaginei que talvez ela seja a vilã.
Depois perguntou sobre o namorado da outra. Porque ele não tinha vindo pra festa, que ele era "bonitinho".
Não me lembro se foi antes ou depois da cobra.
E acho que depois terminou por aí a cena ou o capítulo.
Sei lá. 
Fiquei sem entender nada.
Se era eu que estava louca ou se todo mundo estava muito doido nessa tal festa.
Então eu me lembrei porque eu havia parado de assistir novelas depois que "Top Model" acabou.
O pessoal pega pesado... estou até agora com esses flashes na mente... 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Joana... a privilegiada.

Tempos atrás ví uma entrevista da Joana Prado (Feiticeira) na TV.
Escrevi um texto sobre isso.
Tempos depois, ví uma outra entrevista onde ela dizia exatamente a mesma coisa: 

"Sou uma Amélia!"

Ela é insistente.

Eu também sou.

Por isso, escrevo sobre isso novamente.

Durante as duas entrevistas, Joana, cheia de orgulho, dizia não ter empregada doméstica e nem babás em casa.

Ela lava, passa, seca, varre, enxágua, cozinha e tira o pó sozinha!

Além disso ela cuida dos seus 3 filhos. Mas cuida bem! Afinal, é ela quem verifica a lição, vai na reunião da escola, cobra as notas boas, resolve conflitos e tira as dúvidas das crianças.

Dá banho e brinca também.

Paralelo a isso, ainda é ela quem cuida dos investimentos e finanças da família.

Disse que acompanha a bolsa de valores para fazer investimentos, além de comprar e vender imóveis para ganhar um dinheiro extra.

Administra também apartamentos e salas comerciais da família.

Nas horas vagas, é ela quem cuida da carreira do marido Vitor Belfort, fazendo reuniões e discutindo com os patrocinadores do lutador.

Aí eu me pergunto: Porque as nossas mães e avós faziam esse mesmo tanto de coisas e não tem o mesmo corpo que a Feiticeira?

E então chego a uma conclusão: Joana é a única mulher no planeta que se mata de trabalhar 24 horas por dia, mas acorda sempre com a unha feita, cabelo bonito, pele de pêssego e bunda sem celulite!

Só ela no mundo tem a fórmula da Coca-cola!

Enfim.. uma privilegiada!

O jeito é acompanhar as redes sociais da Joana para tentar entender como é o procedimento para obter tantos resultados maravilhosos com apenas 24 horas em um dia.

Aliás, se eu fosse a entrevistadora não perderia a oportunidade e perguntaria:

" - Oi Joana... tudo bom? 
Eu estava lendo aqui sobre a sua vida, e assim.. você não quer mesmo que a gente acredite que o que você está falando é verdade né? 
Só falta você falar que você come que nem uma desgraçada e não engorda não sabe porque!"

Enfim.. eu me daria bem fazendo programas de entrevista...